São uma sub-espécie do homo sapiens que, creio não estar ainda catalogada nos manuais de reconhecimento da espécie. Entretanto são fáceis de reconhecer, nem que seja por causa dos apêndices - a cana e a isca, para os simplórios-, o anterior, mais umas caixas de material, amostras e etc., para os "mais a sério".
Entrados a bordo, nem que seja só com a cana, já começa a faltar espaço para o material que pica. Depois vem o momento de largar o enguiço (isca ou lá como se chama...) e, aí a porca torce o rabo: a velocidade nunca é boa. De facto a única entidade que carece de velocidade precisa é a que leva o caniço. Mais metros, menos metros, e já foram umas horas de navegação: os peixes no mar e a gente a bordo. O único que não conversa (cabem aqui uns quantos) é o homem da cana. O resto vai todo na boa vida, conversa, comes e bebes...
Na entrada do porto, convém recolher aquela espécie de umbigo elástico e encharcado. O fim da pescaria!
Convém dizer que apesar do cagaço, por antecipação nunca um cagarro ou semelhante, ousou pegar naquilo, apesar de às vezes se porem a olhar como quem está à frente de um bom prato.
Mas, às vezes vale a pena, sobretudo quando dá certo: a minha melhor refeição foi uma serra grelhada, só com sal, e comida com limão, apenas uns minutos após ser pescada, a caminho do Mussulo, em Angola. Fica registado! Outras melhores virão!
Voltando aos peixes pescados, tenho 2 imagens.A primeira, da primeira pescaria a bordo, comandada por adultos e acabada por uma linda menina que só foi ver como era aquilo da pesca. Necessário é dizer que os adultos só a deixaram aproximar-se da cana quando já tinham assumido que não havia condições (o peixe não entrava).
Ela sacou um peix' agulha! que, dizem os pescadores, não se apanha com facilidade.
Parabéns Margarida